Após os 75 anos, a colonoscopia continua sendo a melhor estratégia?

7 de julho de 2026

O FIT quantitativo muda o paradigma do rastreamento do câncer colorretal

O rastreamento do câncer colorretal salvou milhares de vidas nas últimas décadas. Entretanto, quando o paciente ultrapassa os 75 anos, a pergunta deixa de ser “qual exame é melhor?” e passa a ser “qual estratégia oferece o maior benefício com o menor risco?”.


Hoje, as principais diretrizes internacionais são claras: a decisão de rastrear pacientes entre 76 e 85 anos deve ser individualizada. Idade cronológica, isoladamente, já não é suficiente para indicar colonoscopia de rotina.


Nesse cenário, o FIT quantitativo, ou Teste Imunoquímico Fecal Quantitativo, ganha um papel estratégico, permitindo selecionar de forma mais racional quais pacientes realmente precisam ser encaminhados para colonoscopia.


O rastreamento precisa ser personalizado


O câncer colorretal apresenta evolução lenta. Em muitos idosos, especialmente aqueles com múltiplas comorbidades, o risco de eventos cardiovasculares, respiratórios ou outras doenças supera o risco de morte pelo próprio câncer.


Por isso, antes de indicar um exame invasivo, o médico deve considerar:


  • estado funcional;
  • expectativa de vida;
  • histórico de rastreamento;
  • doenças associadas;
  • preferência do paciente.


Essa mudança representa uma evolução da medicina baseada em evidências: menos procedimentos desnecessários e mais benefício clínico.


Colonoscopia continua sendo fundamental


A colonoscopia permanece como o exame padrão para confirmação diagnóstica.


Além de visualizar diretamente a mucosa intestinal, permite:


  • identificação de lesões;
  • realização de biópsias;
  • remoção de pólipos durante o próprio procedimento.


Entretanto, trata-se de um exame invasivo, que exige preparo intestinal, frequentemente sedação e apresenta risco crescente de complicações em pacientes mais idosos.


Isso não significa que ela perdeu importância.


Significa que ela deve ser utilizada de forma mais inteligente.


É exatamente aqui que o FIT quantitativo faz a diferença


O FIT quantitativo detecta hemoglobina humana nas fezes, identificando pequenos sangramentos provenientes do intestino grosso.


Diferentemente dos antigos testes químicos de sangue oculto, o método imunológico oferece importantes vantagens:


  • maior especificidade para sangramento colorretal;
  • não exige restrições alimentares;
  • coleta simples;
  • resultado quantitativo;
  • maior padronização clínica;
  • excelente ferramenta para programas de rastreamento.


Ao fornecer um valor quantitativo, o exame permite definir pontos de corte conforme a estratégia clínica ou a capacidade operacional dos serviços de saúde.


FIT positivo não significa câncer


É importante destacar que o FIT não estabelece diagnóstico.


Um resultado positivo indica apenas que existe sangue humano detectável nas fezes e que o paciente deve ser investigado, geralmente através de colonoscopia.


Da mesma forma, um resultado negativo reduz significativamente a probabilidade de sangramento naquele momento, mas não exclui completamente a presença de lesões, principalmente em pacientes sintomáticos.


Por isso, o FIT deve sempre ser interpretado dentro do contexto clínico.


Mais eficiência para o laboratório e para o sistema de saúde


Além do benefício clínico, o FIT quantitativo melhora significativamente a organização dos programas de rastreamento.


Entre os principais ganhos estão:


  • redução de colonoscopias desnecessárias;
  • priorização de pacientes com maior probabilidade de doença;
  • melhor utilização da capacidade instalada;
  • maior adesão ao rastreamento;
  • redução de custos operacionais.


Em outras palavras, permite utilizar a colonoscopia onde ela realmente gera maior impacto.


A importância da leitura automatizada


Outro aspecto frequentemente negligenciado é a qualidade analítica.


A leitura automatizada elimina a subjetividade da interpretação visual, aumentando:


  • reprodutibilidade;
  • rastreabilidade;
  • padronização;
  • segurança dos resultados.


Na rotina laboratorial, esses fatores fazem grande diferença, principalmente em programas de rastreamento populacional.


Easy Reader+: rapidez, padronização e confiabilidade


Na ArgosLab, o FIT quantitativo integra a linha de testes rápidos quantitativos com leitura no Easy Reader+®.


A plataforma oferece recursos que aumentam a eficiência operacional, incluindo:


  • leitura em aproximadamente 3 segundos;
  • calibração única;
  • interfaceamento;
  • conexão Wi-Fi®;
  • touchscreen;
  • impressora integrada;
  • armazenamento de até 1.000 resultados;
  • kits com 20 testes;
  • armazenamento em temperatura ambiente.


Essas características tornam o exame uma excelente alternativa para laboratórios que buscam produtividade sem abrir mão da qualidade analítica.


Após os 75 anos, a melhor estratégia para rastreamento do câncer colorretal não é realizar colonoscopia indiscriminadamente.


A medicina atual recomenda uma abordagem personalizada, baseada no risco individual e no benefício esperado.


Nesse contexto, o FIT quantitativo torna-se uma ferramenta extremamente valiosa para selecionar pacientes, otimizar recursos, aumentar a adesão ao rastreamento e direcionar a colonoscopia para quem realmente apresenta maior probabilidade de benefício.


Mais do que substituir exames, o FIT quantitativo contribui para uma medicina mais precisa, eficiente e centrada no paciente.


Materiais técnicos da ArgosLab


A ArgosLab disponibiliza o FIT Quantitativo – Sangue Oculto nas Fezes como parte da linha de testes rápidos quantitativos com leitura no Easy Reader+®, oferecendo precisão analítica para um rastreamento mais inteligente.


20 de agosto de 2026
O uso de imunobiológicos representa uma estratégia terapêutica relevante em diferentes doenças inflamatórias crônicas e autoimunes. Entretanto, a resposta ao tratamento não é uniforme: alguns pacientes apresentam resposta insuficiente desde o início, enquanto outros podem perder eficácia ao longo do acompanhamento. Nesse contexto, o monitoramento terapêutico de imunobiológicos permite avaliar fatores relacionados à exposição ao medicamento e à imunogenicidade. A análise conjunta do nível sérico da droga e dos anticorpos anti-droga (ADA) fornece informações que podem apoiar decisões relacionadas à manutenção da terapia, ajuste de dose ou avaliação de outras estratégias terapêuticas. Por que monitorar o tratamento com imunobiológicos? A farmacocinética dos imunobiológicos pode variar entre diferentes pacientes e também durante a evolução de uma mesma doença. Dessa forma, a dose administrada não necessariamente corresponde à mesma concentração sérica em todos os indivíduos. Uma concentração insuficiente do medicamento pode estar relacionada à perda de resposta terapêutica. Entre os fatores que podem contribuir para esse cenário estão as características individuais da farmacocinética e o desenvolvimento de uma resposta imunológica contra o próprio imunobiológico. O monitoramento terapêutico busca justamente caracterizar esses componentes de maneira mais objetiva. Duas informações são particularmente relevantes: nível sérico do imunobiológico , relacionado à biodisponibilidade da droga; anticorpos anti-droga (ADA) , relacionados à resposta imunológica do paciente contra o medicamento. Esses resultados precisam ser avaliados em conjunto com o quadro clínico e com outros elementos do acompanhamento terapêutico. O que o nível sérico do imunobiológico informa? A determinação da concentração da droga permite estimar a exposição do paciente ao imunobiológico em uso. O efeito terapêutico está relacionado à concentração sérica do medicamento, enquanto sua farmacocinética e biodisponibilidade podem variar tanto entre indivíduos quanto ao longo do tratamento. Um parâmetro utilizado nesse acompanhamento é o nível de vale, ou trough level , correspondente à concentração do medicamento próxima ao momento que antecede uma nova administração. A evolução desse parâmetro ao longo do tempo pode oferecer informações importantes. Uma redução progressiva da concentração, por exemplo, pode indicar alteração da exposição ao medicamento e, em determinados contextos, estar associada à formação de anticorpos anti-droga. Por isso, o resultado não deve ser considerado isoladamente. A interpretação ganha relevância quando associada à evolução clínica, ao momento da coleta e à avaliação de imunogenicidade. Anticorpos antidroga e imunogenicidade Os imunobiológicos podem desencadear uma resposta imunológica com produção de anticorpos antidroga , conhecidos pela sigla ADA, do inglês anti-drug antibodies. Essa imunogenicidade pode interferir na disponibilidade e na eficácia do medicamento. A formação de ADA também pode estar associada a reações de hipersensibilidade e, quando clinicamente relevante, contribuir para falha terapêutica. A identificação desses anticorpos ajuda a diferenciar possíveis mecanismos envolvidos na perda de resposta e pode fornecer informações adicionais para decisões individualizadas. No entanto, nem todos os testes para ADA possuem a mesma característica analítica. Uma distinção importante está entre anticorpos livres e anticorpos totais . ADA livre e ADA total: qual é a diferença? ADA livre Os anticorpos anti-droga livres , ou free ADA, correspondem aos anticorpos que não estão ligados ao imunobiológico circulante. Sua detecção é favorecida quando a concentração da droga está baixa ou indetectável. Isso ocorre porque a presença do medicamento na amostra pode interferir na identificação desses anticorpos. Nesse contexto, a presença de ADA livre pode indicar que a quantidade de anticorpos produzida pelo paciente supera a quantidade de medicamento circulante disponível. Essa característica torna a análise especialmente relacionada a situações nas quais já existe suspeita de perda de resposta. ADA total Os ADA totais , também descritos como testes drug tolerant, incluem anticorpos livres e anticorpos que se encontram complexados ao medicamento. Por serem tolerantes à presença da droga, podem identificar uma resposta imunológica mesmo quando ainda existe imunobiológico circulante em concentrações detectáveis. Essa característica pode permitir a identificação de imunogenicidade antes da redução acentuada do nível sérico da droga. Monitoramento reativo e monitoramento proativo O monitoramento terapêutico pode ser utilizado em diferentes momentos do tratamento. Monitoramento reativo O monitoramento reativo é realizado quando já existe uma alteração clínica ou suspeita de falha terapêutica. Nesse cenário, a avaliação conjunta de nível sérico da droga e ADA pode ajudar a caracterizar o mecanismo relacionado à perda de resposta. Quando a concentração da droga está baixa e há presença de ADA livre, por exemplo, a imunogenicidade passa a ser um elemento relevante para a interpretação do caso. A decisão terapêutica, entretanto, não depende exclusivamente do resultado laboratorial e deve considerar todo o contexto clínico. Monitoramento proativo No monitoramento proativo, a avaliação ocorre de forma programada durante o tratamento, inclusive quando o paciente permanece clinicamente estável. Nesse contexto, testes tolerantes à droga podem identificar sinais de imunogenicidade enquanto o imunobiológico ainda está presente na circulação. O objetivo é acompanhar tendências relacionadas à exposição à droga e à resposta imunológica antes que uma perda evidente de resposta se estabeleça. Como relacionar o nível da droga aos anticorpos anti-droga? Uma maneira prática de compreender a interpretação é começar pela concentração do imunobiológico na amostra. Quando o nível da droga está baixo ou indetectável , a pesquisa de ADA livre pode auxiliar na investigação de possível imunogenicidade associada à perda de resposta. Quando existe droga circulante em concentração detectável , testes de ADA total, tolerantes à presença do medicamento, podem fornecer informações adicionais sobre uma resposta imunológica ainda em desenvolvimento. Essa distinção é importante porque a ausência de ADA em um método sensível apenas aos anticorpos livres não necessariamente exclui imunogenicidade quando há medicamento circulante na amostra . Por esse motivo, metodologia utilizada, nível sérico e contexto clínico precisam ser considerados em conjunto. O que os estudos sobre anti-TNF demonstram? Dados obtidos em pacientes tratados com bloqueadores do TNFα reforçam a relação entre exposição inadequada ao medicamento, imunogenicidade e falha terapêutica. O estudo PANTS (Personalising Anti-TNF Therapy in Crohn's Disease), realizado em pacientes com doença de Crohn tratados com bloqueadores de TNFα, investigou fatores relacionados à falha terapêutica primária e secundária. Os achados destacados no material técnico apontam que níveis de vale insuficientes podem estar relacionados tanto à farmacocinética individual quanto à resposta imunológica contra o medicamento. Nesse cenário, o monitoramento terapêutico pode contribuir para uma abordagem individualizada baseada na exposição à droga e na presença de imunogenicidade. Quais imunobiológicos podem ser avaliados por monitoramento terapêutico? O monitoramento pode abranger imunobiológicos pertencentes a diferentes classes terapêuticas. Entre os medicamentos descritos no material técnico estão: anti-TNFα: infliximabe, adalimumabe, golimumabe, etanercepte e certolizumabe; anti-α4β7-integrina: vedolizumabe; anti-IL-12/23: ustequinumabe; anti-CD20: rituximabe. A disponibilidade de análise de nível sérico, ADA livre ou ADA total pode variar de acordo com o imunobiológico e com a metodologia laboratorial utilizada. Relação entre mecanismo de ação e acompanhamento terapêutico Bloqueadores de TNFα O TNFα é uma citocina pró-inflamatória envolvida na resposta inflamatória aguda e crônica e está relacionada ao processo fisiopatológico de diferentes doenças inflamatórias. Infliximabe, adalimumabe, golimumabe, etanercepte e certolizumabe atuam sobre essa via. A avaliação da exposição ao medicamento e da eventual formação de anticorpos anti-droga pode auxiliar na interpretação de alterações da resposta terapêutica. Vedolizumabe e α4β7-integrina A α4β7-integrina é uma molécula de adesão presente em linfócitos ativados e participa de sua migração para a mucosa intestinal. O vedolizumabe atua sobre essa via, interferindo nesse processo de recrutamento celular para o trato gastrointestinal. Ustequinumabe e IL-12/23 As interleucinas 12 e 23 participam da regulação da resposta imunológica e sustentam diferentes vias pró-inflamatórias. O ustequinumabe atua sobre IL-12/23, interferindo na sinalização relacionada a essas citocinas. Rituximabe e CD20 O CD20 é um antígeno expresso em populações de linfócitos B. O rituximabe atua sobre esse alvo, levando à redução dessas células. Essa ação apresenta aplicações em diferentes contextos clínicos, incluindo doenças autoimunes e condições relacionadas a células B. A interpretação laboratorial deve ser integrada ao contexto clínico O monitoramento terapêutico de imunobiológicos não transforma um resultado laboratorial isolado em uma decisão terapêutica automática. Sua utilidade está na integração entre concentração da droga, presença de anticorpos anti-droga, evolução clínica e características individuais do tratamento. A distinção entre ADA livre e ADA total também é relevante: enquanto o primeiro está particularmente relacionado a cenários com baixa concentração de medicamento, os métodos tolerantes à droga podem identificar imunogenicidade mesmo na presença do imunobiológico circulante. Dessa forma, acompanhar nível sérico e imunogenicidade pode fornecer informações complementares para compreender alterações de resposta e apoiar uma condução terapêutica individualizada. A Argoslab comercializa os seguintes kits:  Adalimumab Elisa 96 Testes Vedolizumab Elisa 96 testes Infliximab Elisa 96 testes
10 de agosto de 2026
A ampliação do acesso ao diagnóstico laboratorial passa não apenas pelo desenvolvimento de novos ensaios e equipamentos, mas também pela reorganização da etapa pré-analítica. Entre as tendências abordadas no ADLM 2026, destaca-se o avanço de modelos de coleta mais próximos do paciente, associados à simplificação do acondicionamento, do transporte e da preparação das amostras. Nesse contexto, a descentralização da coleta pode contribuir para reduzir barreiras relacionadas ao deslocamento do paciente, ao volume de amostra e à complexidade logística. Entretanto, essa mudança não reduz a importância dos critérios técnicos. A qualidade do resultado continua diretamente relacionada à padronização da coleta, à estabilidade da amostra, ao transporte adequado e à validação do processo pelo laboratório. O diagnóstico laboratorial pode começar fora do laboratório Em modelos convencionais, grande parte da jornada diagnóstica está concentrada na estrutura física do laboratório ou do posto de coleta. A evolução dos sistemas de coleta permite que determinadas etapas sejam realizadas de maneira descentralizada, desde que existam critérios definidos para cada tipo de amostra e aplicação.  Essa abordagem pode ser particularmente relevante em situações nas quais o deslocamento representa uma barreira, como no atendimento de pacientes em regiões afastadas, em programas de monitoramento periódico ou em estratégias de coleta domiciliar. A descentralização pode envolver: · coleta mais simples e com menor volume de amostra; · coleta domiciliar ou autocoleta orientada, quando aplicável; · redução do volume e do material transportado; · simplificação do acondicionamento e da logística; · menor dependência de refrigeração quando a estabilidade do analito e o sistema de coleta permitirem; · integração mais direta entre paciente, profissional de saúde e laboratório. Essas possibilidades devem ser avaliadas de acordo com o método analítico, a estabilidade do analito, as características da matriz biológica e os requisitos estabelecidos para processamento e transporte. Descentralizar a coleta não significa descentralizar a responsabilidade técnica A possibilidade de coletar uma amostra fora da estrutura convencional do laboratório não modifica os princípios que sustentam a qualidade analítica. O laboratório permanece responsável pelos processos relacionados à validação dos métodos, controle de qualidade, processamento das amostras e liberação dos resultados . A mudança ocorre principalmente no ponto de entrada da amostra na jornada laboratorial. Por isso, qualquer estratégia de coleta descentralizada precisa considerar de forma estruturada fatores como identificação, quantidade coletada, acondicionamento, estabilidade, tempo de transporte e rastreabilidade. A proposta não é reduzir critérios para facilitar o acesso, mas utilizar tecnologias que permitam remover determinadas barreiras operacionais mantendo o controle técnico do processo . Sistemas de coleta e a redução de barreiras pré-analíticas A etapa pré-analítica compreende diferentes processos anteriores à medição propriamente dita. Coleta, identificação, acondicionamento, transporte e preparação da amostra fazem parte dessa sequência e podem interferir diretamente na qualidade do material que chega à análise. Sistemas desenvolvidos especificamente para simplificar essas etapas podem contribuir para aumentar a padronização e facilitar modelos de atendimento descentralizados.
7 de agosto de 2026
Nossa Participação no ADLM International Market Briefing - Califórnia - EUA
6 de agosto de 2026
A lipoproteína(a), ou Lp(a), é um fator de risco cardiovascular predominantemente determinado pela genética. Concentrações elevadas estão associadas ao maior risco de doença cardiovascular aterosclerótica e estenose valvar aórtica. Por isso, recomendações recentes passaram a valorizar não apenas a solicitação do exame, mas também a metodologia empregada e a unidade utilizada no laudo . Nesse contexto, o chamado consenso sobre a dosagem da Lp(a) em molaridade corresponde, mais precisamente, a uma convergência entre diretrizes e documentos técnicos: os laboratórios devem priorizar ensaios pouco sensíveis às diferentes isoformas da apolipoproteína(a), calibrados em concentração molar e rastreáveis a materiais oficiais de referência. Por que a medição da Lp(a) é analiticamente complexa? A partícula de Lp(a) é formada por uma estrutura semelhante à LDL, contendo apolipoproteína B-100, ligada à apolipoproteína(a), ou apo(a). Uma característica importante da apo(a) é a variação no número de repetições do domínio Kringle IV tipo 2, conhecido como KIV-2. Essa variação genética produz isoformas de diferentes tamanhos. Consequentemente, as partículas de Lp(a) não apresentam massa molecular uniforme entre os indivíduos. Essa heterogeneidade afeta a medição, principalmente quando o método reconhece regiões repetidas da apo(a). Em ensaios excessivamente dependentes dessas regiões, partículas com isoformas maiores podem produzir uma resposta analítica diferente daquela observada em partículas com isoformas menores. Assim, o resultado pode sofrer influência do tamanho da apo(a), e não apenas da quantidade de partículas circulantes. O problema não está somente na unidade utilizada. Ele envolve também o desenho dos anticorpos, a calibração e a rastreabilidade do sistema analítico. mg/dL e nmol/L não representam a mesma informação A Lp(a) pode ser reportada em mg/dL , unidade de massa, ou em nmol/L , unidade de concentração molar. O resultado em mg/dL representa a massa total de Lp(a) presente em determinado volume. Como as partículas podem apresentar tamanhos diferentes, duas amostras com número semelhante de partículas podem não apresentar necessariamente a mesma concentração em massa. Já o resultado em nmol/L se relaciona à quantidade molar de partículas por volume. Essa abordagem é mais apropriada para reduzir a influência das diferenças de massa entre as isoformas de apo(a). Entretanto, reportar o resultado em nmol/L não garante, isoladamente, que o ensaio seja independente das isoformas . Para que a medição molar seja tecnicamente consistente, o sistema também deve utilizar anticorpos pouco afetados pela variação do KIV-2, calibração adequada e rastreabilidade metrológica. Por que não se deve converter Lp(a) por um fator fixo? Não existe um fator universal para converter com exatidão resultados de mg/dL para nmol/L ou de nmol/L para mg/dL. Uma conversão matemática fixa pressuporia que todas as partículas de Lp(a) apresentam a mesma massa molecular, o que não ocorre devido à heterogeneidade da apo(a). Por esse motivo, valores como 50 mg/dL e 125 nmol/L não devem ser entendidos como resultados obtidos por conversão direta. São pontos de decisão definidos para sistemas que utilizam unidades diferentes. A conversão pode introduzir erros principalmente em resultados próximos aos limites de classificação de risco. No acompanhamento longitudinal, também é recomendável manter, sempre que possível, o mesmo método e a mesma unidade de reporte . O consenso atual sobre a molaridade da Lp(a) A atualização da National Lipid Association, publicada por Koschinsky e colaboradores em 2024, reforça a necessidade de métodos padronizados e de uma interpretação baseada em faixas de concentração molar. O documento também destaca a importância clínica da Lp(a) como fator intensificador do risco cardiovascular. Na mesma direção, a diretriz ACC/AHA de 2026 recomenda que os laboratórios clínicos utilizem ensaios de Lp(a) pouco sensíveis às isoformas de apo(a) e rastreáveis a materiais oficiais de referência. Portanto, a recomendação não se limita à troca da unidade de massa pela unidade molar. Ela envolve um conjunto de requisitos analíticos. Essa convergência pode ser resumida em três pontos: utilização de ensaios com baixa sensibilidade às diferenças entre as isoformas de apo(a); reporte dos resultados em concentração molar, preferencialmente em nmol/L; calibração rastreável a materiais oficiais de referência. A rastreabilidade contribui para reduzir diferenças entre lotes, plataformas e laboratórios. No material técnico do ensaio, a comparação com materiais de referência do CDC apresentou relação linear ao longo da faixa avaliada, reforçando a importância da cadeia de calibração para a padronização dos resultados. Como interpretar os resultados em nmol/L? A relação entre Lp(a) e risco cardiovascular é contínua: concentrações progressivamente maiores estão associadas a maior risco atribuível. Ainda assim, faixas de decisão são úteis para orientar a comunicação laboratorial e a integração do resultado à avaliação clínica. A classificação apresentada pela National Lipid Association considera: abaixo de 75 nmol/L: baixo risco cardiovascular aterosclerótico atribuível à Lp(a); de 75 a menos de 125 nmol/L: risco intermediário atribuível à Lp(a); igual ou acima de 125 nmol/L: alto risco atribuível à Lp(a), com aumento progressivo nas concentrações mais elevadas. Essas categorias não devem ser utilizadas de forma isolada. A Lp(a) atua como um fator intensificador de risco e deve ser interpretada em conjunto com história familiar, doença cardiovascular prévia, concentrações de LDL-colesterol, pressão arterial, diabetes, tabagismo, função renal e outros componentes da avaliação clínica. Um resultado elevado não estabelece, sozinho, diagnóstico de doença cardiovascular. Sua principal contribuição está na identificação de uma exposição genética adicional que pode modificar a estratificação de risco e a intensidade das medidas preventivas definidas pelo profissional responsável. Implicações para o laboratório clínico A incorporação da Lp(a) à avaliação cardiovascular exige atenção à seleção e à validação do método. O laboratório deve avaliar não apenas a unidade apresentada, mas também: sensibilidade do ensaio às isoformas de apo(a); rastreabilidade dos calibradores; precisão próxima aos pontos de decisão; intervalo analítico de medição; limites de detecção e quantificação; tipos de amostra validados; compatibilidade com o analisador bioquímico; disponibilidade de calibradores e controles específicos. O laudo deve identificar claramente a unidade empregada. Quando necessário, pode incluir uma observação de que resultados em mg/dL e nmol/L não são diretamente intercambiáveis e não devem ser convertidos por um fator fixo. Características do ensaio de Lp(a) disponibilizado pela ArgosLab O ensaio de molaridade da Lp(a) disponibilizado pela ArgosLab foi desenvolvido para aplicação em analisadores bioquímicos automatizados , permitindo incorporar a determinação da Lp(a) à rotina de bioquímica clínica. A metodologia é baseada em imunoturbidimetria aprimorada por partículas de látex . A Lp(a) presente na amostra reage com partículas revestidas por anticorpos, formando agregados que aumentam a turbidez da reação. Essa alteração é medida fotometricamente pelo analisador e relacionada à concentração por meio da curva de calibração. Entre as características analíticas apresentadas estão: resultados expressos diretamente em nmol/L ; baixa sensibilidade às diferentes isoformas de apo(a); utilização de soro, plasma K2EDTA, plasma K3EDTA ou plasma com heparina de lítio; faixa de medição de 4,85 a 240 nmol/L ; limite de branco de 0,49 nmol/L; limite de detecção de 1,50 nmol/L; limite de quantificação de 4,85 nmol/L; calibração em seis pontos; reagentes líquidos e prontos para uso; obtenção do resultado em menos de dez minutos, conforme a aplicação no analisador. Na comparação de métodos, foram avaliadas 209 amostras, com coeficiente de correlação de 0,992, inclinação de 1,012 e intercepto de −0,149. A avaliação de precisão apresentou coeficientes de variação total entre aproximadamente 0,69% e 2,09% nos controles e nas amostras analisadas. A apresentação comercial é feita por volume, característica compatível com a utilização em plataformas de bioquímica automatizada: Reagente R1: 1 frasco de 60 mL ; Reagente R2: 1 frasco de 20 mL ; conjunto de calibradores: 5 frascos de 1 mL ; conjunto de controles: 2 frascos de 1 mL . A implementação deve considerar os parâmetros específicos do equipamento, a verificação do desempenho na plataforma utilizada e os procedimentos de calibração e controle da qualidade estabelecidos pelo laboratório. A medição de Lp(a) em nmol/L deve ser compreendida como parte de um sistema analítico completo. Unidade molar, baixa sensibilidade às isoformas e rastreabilidade são características complementares, necessárias para produzir resultados mais comparáveis e alinhados às recomendações atuais.  Para consultar a apresentação dos reagentes, os materiais de calibração e controle e os parâmetros de aplicação em analisadores bioquímicos, acesse a documentação técnica disponibilizada pela ArgosLab . A análise prévia da plataforma permite definir os requisitos de implantação e controle da qualidade na rotina laboratorial.
4 de agosto de 2026
Loma Linda, localizada no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, é uma das cinco regiões clássicas reconhecidas mundialmente como Blue Zones — locais que concentram um número expressivo de pessoas centenárias e apresentam expectativa de vida superior à média. Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a longevidade observada em Loma Linda não está relacionada a um único fator, mas à combinação de hábitos de vida mantidos de forma consistente ao longo das décadas. Alimentação, espiritualidade, convivência comunitária, atividade física e prevenção fazem parte da rotina de seus moradores e são amplamente estudadas pela comunidade científica. Durante uma visita da equipe da ArgosLab à cidade, foi possível observar de perto como alguns desses hábitos estão incorporados ao cotidiano local. Entre os fatores associados à longevidade da população, dois pilares se destacam de maneira particularmente evidente. 
4 de agosto de 2026
A ArgosLab realizou uma visita institucional à Loma Linda University , na Califórnia, localizada em uma das cinco regiões clássicas reconhecidas mundialmente como Blue Zones . A iniciativa proporcionou uma aproximação com uma comunidade amplamente associada aos estudos sobre longevidade e envelhecimento saudável, além de favorecer o intercâmbio de experiências nas áreas de saúde, prevenção, nutrição e diagnóstico laboratorial. Durante a passagem pela universidade, a ArgosLab também entregou cinco livros técnicos produzidos no Brasil , reforçando seu compromisso com a educação científica e com a circulação internacional do conhecimento. 
3 de agosto de 2026
 Trocando Informações com a Universidade de Loma Linda - Center for Nutrition - Healthty Life Style & Prevention
3 de agosto de 2026
 Visitamos a Universidade de Loma Linda na Califórnia - Estados Unidos
3 de agosto de 2026
Participamos da ADLM 2026 ( Association for Diagnostics & Laboratory Medicine ) em Anahein - Califórnia - Estados Unidos nos dias 27 a 30 de Julho de 2026
3 de agosto de 2026
 Participamos na Missão Brasileira da ADLM - 2026 - CBDL em Anahein - Califórnia - Estados Unidos
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