Após os 75 anos, a colonoscopia continua sendo a melhor estratégia?
O FIT quantitativo muda o paradigma do rastreamento do câncer colorretal

O rastreamento do câncer colorretal salvou milhares de vidas nas últimas décadas. Entretanto, quando o paciente ultrapassa os 75 anos, a pergunta deixa de ser “qual exame é melhor?” e passa a ser “qual estratégia oferece o maior benefício com o menor risco?”.
Hoje, as principais diretrizes internacionais são claras: a decisão de rastrear pacientes entre 76 e 85 anos deve ser individualizada. Idade cronológica, isoladamente, já não é suficiente para indicar colonoscopia de rotina.
Nesse cenário, o FIT quantitativo, ou Teste Imunoquímico Fecal Quantitativo, ganha um papel estratégico, permitindo selecionar de forma mais racional quais pacientes realmente precisam ser encaminhados para colonoscopia.
O rastreamento precisa ser personalizado
O câncer colorretal apresenta evolução lenta. Em muitos idosos, especialmente aqueles com múltiplas comorbidades, o risco de eventos cardiovasculares, respiratórios ou outras doenças supera o risco de morte pelo próprio câncer.
Por isso, antes de indicar um exame invasivo, o médico deve considerar:
- estado funcional;
- expectativa de vida;
- histórico de rastreamento;
- doenças associadas;
- preferência do paciente.
Essa mudança representa uma evolução da medicina baseada em evidências: menos procedimentos desnecessários e mais benefício clínico.
Colonoscopia continua sendo fundamental
A colonoscopia permanece como o exame padrão para confirmação diagnóstica.
Além de visualizar diretamente a mucosa intestinal, permite:
- identificação de lesões;
- realização de biópsias;
- remoção de pólipos durante o próprio procedimento.
Entretanto, trata-se de um exame invasivo, que exige preparo intestinal, frequentemente sedação e apresenta risco crescente de complicações em pacientes mais idosos.
Isso não significa que ela perdeu importância.
Significa que ela deve ser utilizada de forma mais inteligente.
É exatamente aqui que o FIT quantitativo faz a diferença
O FIT quantitativo detecta hemoglobina humana nas fezes, identificando pequenos sangramentos provenientes do intestino grosso.
Diferentemente dos antigos testes químicos de sangue oculto, o método imunológico oferece importantes vantagens:
- maior especificidade para sangramento colorretal;
- não exige restrições alimentares;
- coleta simples;
- resultado quantitativo;
- maior padronização clínica;
- excelente ferramenta para programas de rastreamento.
Ao fornecer um valor quantitativo, o exame permite definir pontos de corte conforme a estratégia clínica ou a capacidade operacional dos serviços de saúde.
FIT positivo não significa câncer
É importante destacar que o FIT não estabelece diagnóstico.
Um resultado positivo indica apenas que existe sangue humano detectável nas fezes e que o paciente deve ser investigado, geralmente através de colonoscopia.
Da mesma forma, um resultado negativo reduz significativamente a probabilidade de sangramento naquele momento, mas não exclui completamente a presença de lesões, principalmente em pacientes sintomáticos.
Por isso, o FIT deve sempre ser interpretado dentro do contexto clínico.
Mais eficiência para o laboratório e para o sistema de saúde
Além do benefício clínico, o FIT quantitativo melhora significativamente a organização dos programas de rastreamento.
Entre os principais ganhos estão:
- redução de colonoscopias desnecessárias;
- priorização de pacientes com maior probabilidade de doença;
- melhor utilização da capacidade instalada;
- maior adesão ao rastreamento;
- redução de custos operacionais.
Em outras palavras, permite utilizar a colonoscopia onde ela realmente gera maior impacto.
A importância da leitura automatizada
Outro aspecto frequentemente negligenciado é a qualidade analítica.
A leitura automatizada elimina a subjetividade da interpretação visual, aumentando:
- reprodutibilidade;
- rastreabilidade;
- padronização;
- segurança dos resultados.
Na rotina laboratorial, esses fatores fazem grande diferença, principalmente em programas de rastreamento populacional.
Easy Reader+: rapidez, padronização e confiabilidade
Na ArgosLab, o FIT quantitativo integra a linha de testes rápidos quantitativos com leitura no Easy Reader+®.
A plataforma oferece recursos que aumentam a eficiência operacional, incluindo:
- leitura em aproximadamente 3 segundos;
- calibração única;
- interfaceamento;
- conexão Wi-Fi®;
- touchscreen;
- impressora integrada;
- armazenamento de até 1.000 resultados;
- kits com 20 testes;
- armazenamento em temperatura ambiente.
Essas características tornam o exame uma excelente alternativa para laboratórios que buscam produtividade sem abrir mão da qualidade analítica.
Após os 75 anos, a melhor estratégia para rastreamento do câncer colorretal não é realizar colonoscopia indiscriminadamente.
A medicina atual recomenda uma abordagem personalizada, baseada no risco individual e no benefício esperado.
Nesse contexto, o FIT quantitativo torna-se uma ferramenta extremamente valiosa para selecionar pacientes, otimizar recursos, aumentar a adesão ao rastreamento e direcionar a colonoscopia para quem realmente apresenta maior probabilidade de benefício.
Mais do que substituir exames, o FIT quantitativo contribui para uma medicina mais precisa, eficiente e centrada no paciente.
Materiais técnicos da ArgosLab
A ArgosLab disponibiliza o FIT Quantitativo – Sangue Oculto nas Fezes como parte da linha de testes rápidos quantitativos com leitura no Easy Reader+®, oferecendo precisão analítica para um rastreamento mais inteligente.











